domingo, 7 de junho de 2015

Guardou feto em saco plástico: Itaú obriga funcionária a trabalhar mesmo depois de abortar


Imagem: Reprodução/Youtube
O banco Itaú está sendo processado em R$ 20 milhões após uma funcionária sofrer um aborto espontâneo no horário de trabalho e ser impedida de procurar socorro médico antes de terminar as suas tarefas. Segundo o Ministério Público do Trabalho de Tocantins, a empresa é acusada de assédio moral, sobrecarregar os trabalhadores, não computar horas extras e punir colaboradores que ficam doentes.


Segundo o órgão, as irregularidades causaram diversos transtornos psicológicos e físicos ao empregados da empresa. “Mesmo ensanguentada, não pôde sair da agência até fechar a tesouraria, três horas depois do aborto”, diz o MPT-TO, em nota. Durante esse período, o feto teria sido guardado em um saco plástico.

A funcionária teria retornado no dia seguinte para transferir a tesouraria a um colaborador e o seu direito de afastamento de 30 dias foi reduzido para 4 dias. Além disso, os funcionários também estariam submetidos a jornadas de trabalho sem descanso e com pressão excessiva. Em nota, o banco Itaú informou que “o fato relatado é estarrecedor, fere os mais fundamentais princípios da organização e é inadmissível na nossa ética e cultura de respeito e valorização dos profissionais”. A empresa também afirmou que irá apurar os fatos e aplicar as “devidas penalidades funcionais, cíveis e trabalhistas” caso seja necessário.

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